A sigla LER significa Lesão por Esforço Repetitivo e é um termo utilizado para se referir a uma série de lesões causadas por atividades repetitivas, que afetam principalmente os músculos, mas também tendões, nervos e outras estruturas do corpo humano. Considerada uma doença, é muito comum seu diagnóstico em pacientes que executam trabalhos com esforço físico contínuo e, na maioria dos casos, de maneira inadequada. 

Justamente por essa razão, empresas que oferecem cargos que demandam esforço repetitivo, como digitação, costura, produção e até carregamento, devem promover atividades físicas que reduzam a incidência de lesões e fornecer equipamento adequado para oferecer conforto e segurança ao funcionário durante o período de expediente. 

No entanto, Ainda que a maioria dos casos de LER tenha como origem o tipo de trabalho desempenhado, é possível também desenvolver o problema a partir do uso excessivo de computadores e dispositivos móveis (como tablets e celulares), treinos de esportes e exercícios praticados de forma incorreta em academias e centros de treinamento. 

Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe nosso conteúdo até o final e descubra quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico, formas de prevenção e tratamentos. Confira! 

LER: o que é, causas, sintomas e tratamentos da Lesão por Esforço Repetitivo 

Também conhecida como DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), essa doença é muito famosa por causar dores intensas e que, dependendo do nível de gravidade, prejudicam a realização de tarefas simples do dia a dia e causam excessivo desconforto o tempo todo. 

É claro que há alguns medicamentos, terapias, exercícios e até intervenções cirúrgicas que podem ajudar, mas a prevenção é sempre a melhor opção. Por isso, é importante conhecer mais sobre essa condição e adotar todas as medidas preventivas necessárias, no trabalho ou em casa. 

Os principais sintomas da LER 

Os principais membros afetados pela LER são os punhos, ombros, coluna, mãos, braços e pescoço. Os sintomas mais comuns incluem: 

  • dor no membro afetado; 
  • desconforto ao realizar movimentos leves ou mesmo em estado de repouso; 
  • formigamento; 
  • queimação; 
  • fraqueza muscular; 
  • sensação de fadiga; 
  • sensação de peso ou cansaço; 
  • rigidez; 
  • limitação de movimentos. 

Mas além dos sintomas físicos, podemos observar também sintomas relacionados à saúde mental, como: 

  • ansiedade; 
  • estresse; 
  • depressão. 

Esses últimos não são diretamente causados pelos movimentos repetitivos, mas sim pela sensação de frustração que a limitação durante o tratamento causa. Em alguns casos, os pacientes devem suspender atividades das quais gostava muito, como a prática de alguns tipos de esportes, tocar algum instrumento ou tarefas que costumava realizar sozinho e, depois do diagnóstico, deve contar com o auxílio de alguém. 

Como é o diagnóstico de LER? 

Ainda que os sintomas indiquem o desenvolvimento da LER, o paciente deve procurar atendimento médico aos primeiros sinais e sintomas. O diagnóstico deve ser feito pelo médico especialista, por meio de exames clínicos, de imagem e laboratoriais e, claro, o histórico do paciente e uma cuidadosa avaliação de suas atividades e condições de trabalho. 

Como se trata de uma lesão, dentre os exames de imagem é muito comum que o especialista solicite radiografias, ressonância magnética ou ultrassom, com o objetivo de observar possíveis danos nos ossos, nervos e tecidos moles, assim como sua gravidade. 

Entretanto, é preciso que o especialista investigue a fundo a causa de tais problemas. Afinal, os sintomas de LER se assemelham muito aos sintomas de artrite, tendinite e bursite. Por isso, nesses casos, a atuação de um médico ocupacional é fundamental. 

Tratamento 

O tratamento da LER é indicado pelo médico especialista, a partir do estudos de exames e avaliações e de acordo com o quadro clínico do paciente. Na maioria dos casos, são recomendados medicamentos para controle da dor e da evolução da inflamação, sessões de fisioterapia e uma série de novos hábitos, como a prática de atividade física, uma boa alimentação e sono de qualidade. 

No entanto, a origem da LER deve também ser tratada e, portanto, o paciente deve interromper as atividades repetitivas realizadas no trabalho ou em casa. É recomendado que o funcionário seja realocado para outra função sem qualquer prejuízo, além do uso adequado dos equipamentos de segurança, com foco na ergonomia. 

Formas de prevenção 

A postura do corpo e o manuseio inadequado das ferramentas de trabalho são a principal causa do desenvolvimento de LER. Entretanto, o uso excessivo de dispositivos e outros itens do dia a dia podem ser também fatores de risco. 

Por isso, a melhor forma de prevenção contra LER é a adoção de medidas ergonômicas no ambiente de trabalho, como o uso de cadeiras, mesas e encostos adequados, ajuste da altura e distância dos equipamentos, pausas regulares para descanso, exercícios de alongamento e fortalecimento muscular (ginástica laboral) e, uma das recomendações mais importantes, evitar esforço excessivo em movimentos repetitivos. 

Em conclusão, tanto o ambiente de trabalho como em casa devem ser adaptados para que todas as tarefas sejam realizadas de maneira confortável, segura e respeitando nossos limites. A prática frequente de atividade física, responsável pelo fortalecimento muscular, também auxilia na prevenção de problemas de saúde relacionados a lesões por exercícios e movimentos. Cuide de você! 

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